Live: Como se proteger do Covid-19?

No dia 19 de maio recebemos em nosso instagram o Dr. Rodrigo Mousinho, Clínico Geral e Cardiologista, médico de uma emergência privada do Rio de Janeiro, para um bate papo muito esclarecedor.


Listamos os principais pontos abordados na live:

– Grande parte dos diagnósticos são baseados em síndromes – coleções de sinais ou sintomas – e muitas vezes não temos um único sinal que define uma determinada doença. A COVID-19 é mais um exemplo. Os sintomas mais frequentes são febre baixa, mal-estar e tosse seca, mas diferentes apresentações são possíveis. A perda do olfato, que nem sempre ocorre, é um sintoma mais específico, porém não exclusivo.

– O ideal é ligar para o clínico geral em caso de necessidade.

– Sintomas de alerta: febre, falta de ar, tosse com secreção e mal-estar incapacitante.

– A presença de “falta de ar” sugere uma pneumonia viral e requer avaliação médica. A maioria dos casos de COVID-19 são brandos, enquanto cerca de 20% precisam de internação.

– O oxímetro é um ótimo dispositivo para monitorar a doença em domicílio, porém nem sempre disponível. Os valores de referência são individualizados e sua interpretação deve feita por um médico. A monitorização da saturação de oxigênio em pessoas sem outros sintomas de COVID-19 não se justifica. Também não se espera que uma pessoa tenha falta de ar ou evolua com uma pneumonia viral sem nenhum outro sintoma precedente: tosse, febre, mal-estar, perda de apetite.

– Os sintomas duram pelo menos 2 semanas na maioria das vezes. O período crítico é entre o 5º e 8º dia, para aqueles que evoluem com a forma grave da doença. Nessa fase, o oxímetro pode ser utilizado para acompanhamento junto ao médico para decidir se e quando ir ao hospital.

– 80% dos indivíduos que tem a doença são assintomáticos ou pouco sintomáticos.

– O risco de contaminação é proporcional aos cuidados que estão sendo tomados: distanciamento social, uso de máscaras, higienização das mãos, tempo de exposição, etc.

– O vírus é transmissível desde 2 dias antes do início dos sintomas até cerca de 10 dias de quadro. O Ministério da Saúde recomenda 14 dias de isolamento.

– A probabilidade de um indivíduo infectado transmitir o vírus aos demais membros de uma família é alta, se não forem tomadas medidas de prevenção. Por outro lado, é possível proteger as outras pessoas de uma casa, quando é feito isolamento adequado.

– Salvo se existir um distanciamento e delimitação de espaços muito rigorosos, não adianta ficar em casa se outros familiares e funcionários estão indo à rua sem proteção.

– O contágio se dá por meio de gotículas.

– Devemos proteger pessoas de grupo de risco: idosos e portadores de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, obesidade e tabagismo. Quanto mais comorbidades, maior o risco de formas graves.

– Os testes para COVID-19 são: 1. PCR, que é um exame feito a partir da coleta de secreções do nariz e garganta. Marca a presença do vírus ou infecção recente. O momento ideal para coleta é por volta do 4º dia de sintomas. 2. Sorologia no sangue é um marcador de contato prévio com o vírus, mesmo que assintomático. Ajuda pouco no diagnóstico da doença, pois resultados positivos só ocorrem a partir do 14º dia de sintomas.

– A máscara impede que uma pessoa infectada propague o vírus, ou seja, tem uma função solidária

. – Colocar e tirar a máscara pelas alças (elástico das orelhas). Higienizar as mãos sempre antes de colocar e retirar. Nunca colocar a mão na parte da frente da máscara, que fica úmida e pode estar contaminada.

– A forma mais eficaz de proteção é o distanciamento.

– Usar SEMPRE máscara no elevador.

– Ficaremos em casa por cerca de 3 meses, nessa primeira fase mais restrita. A quarentena tem dois grandes objetivos: dar tempo ao sistema de saúde para que ele se prepare e achatar a curva de contágio, reduzindo o pico de casos e impedindo o colapso. No entanto, ao final desse período, não teremos vacina, remédio eficaz ou imunização de rebanho. Vamos voltar pra rua, continuar circulando, e aprendendo uma nova normalidade. O vírus vai continuar por aí por um bom tempo. As pessoas vão descer para o play, shopping, ruas e cada um vai deve avaliar o seu risco.

– Provavelmente a doença confere uma imunidade, pelo menos temporária, mas ainda se recomenda cautela para reexposição ao vírus.

– As maiores autoridades não recomendam higienização das compras ao chegar em casa. A lavagem das mãos nesses momentos é a medida mais importante.

– Os principais estudos com cloroquina até o momento apontam para ausência de benefício, porém alguns médicos defendem a medicação em casos selecionados.

– Na minha opinião, o maior problema relacionado aos intenso debates sobre medicamentos é o desvio de foco no combate à pandemia, que é preparar o sistema de saúde, capacitar profissionais, disponibilizar equipamentos, discutir a flexibilização da quarentena e informar a população sobre medidas de prevenção.


– Estimativa para a vacina contra a COVID-19 em 2021.

– A vacinação contra o vírus da gripe, influenza, é recomendada.

– Atividades domésticas como varrer e passar pano são saudáveis para o corpo. Todos devem buscar driblar o sedentarismo durante a quarentena!

– O encontro entre pessoas deve respeitar as medidas de prevenção e considerar sempre o risco de cada indivíduo.

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