Live: Como manter a conexão do casal na quarentena?



No dia 05 de maio, recebemos no Instagram do CATC a querida Maria Eliza Castro, psicóloga clínica, terapeuta sistêmica e EFT (Emotionally Focused Therapy) de casal e individual.

Especialmente para vocês reunimos os principais pontos abordados durante nossa conversa:

O amor é uma estratégia de sobrevivência da espécie humana. Do berço ao túmulo, ter pelo menos um vínculo seguro (ou figura de apego) faz com que vivamos mais e melhor física e emocionalmente, e nos ajuda a enfrentar melhor os desafios e estresses da vida.

O contexto de medo, ansiedade e a vida de cabeça pra baixo que emergiram a partir da pandemia fazem com que precisemos, mais do que nunca, sentir que a conexão com nosso(a) parceiro(a) está segura.

As 3 perguntas que nosso cérebro está continuamente buscando responder sobre a conexão com o(a) parceiro(a) são:

  • (Acessibilidade) Você está aí para mim?

  • (Responsividade) Responderá se eu precisar de você?

  • (Envolvimento) Irá se envolver emocionalmente comigo?

Quando pensando que a resposta a alguma dessas perguntas é “não” o cérebro se põe em modo alerta… e aí começam os problemas… porque buscamos a conexão brigando ou fechando-nos (para evitar mais desconexão)

Os sinais percebidos como desconexão podem ser coisas “simples” como a louça não lavada, o homeschooling que ficou todo nas minhas costas, a falta de tempo do parceiro que só trabalha, o celular pipocando WhatsApp na hora do jantar, a falta de desejo sexual do(a) parceiro, o pouco caso do outro em relação aos meus medos, etc, etc, etc

Os casais ficam mais suscetíveis à discussões. A convivência intensificada amplifica as diferenças que já existiam.

O que fazer então?

– Um “novo normal” requer um novo contrato. Sente com seu/sua parceir@ e dividam as novas e antigas tarefas de uma forma que seja percebida como justa e factível pelos dois.

– Se possível, durante o dia, fiquem em espaços separados da casa e respeitem esses espaços.

– Combinem um período do dia para cada um, por mais curto que seja, em que cada um possa ter um momento sozinho, sem filh@s por perto. Oxigene-se para poder nutrir a relação e a família. Se seu/sua parceir@ tem dificuldade de entender sua necessidade e acha que você não quer estar com ele/a, explique que para estar bem e presente quando estiver com ele/a, vc precisa se nutrir primeiro!

– Reconheça e aprecie as coisas que seu/sua parceir@ tem feito pela família nesse período. Receber afeto é mais necessário do que nunca

– Reserve um tempo para a conjugalidade, sem filh@s. Pode ser ver uma série, tomar um vinho, caminhar juntos (se for possível e permitido), dançar, etc… o sexo também conecta!

– O/a parceir@ não cumpriu o combinado? Você está chatead@ porque ele/a não está ajudando como você gostaria? Você está se sentindo mais sozinha do que quando se viam menos? Comunique-se!!! Mas atenção, a forma de se comunicar fará toda a diferença na resposta do outro e na chance de você obter o que precisa. Se você fala com raiva ou em um tom de crítica, duro, há grandes chances do outro retrucar mal ou se fechar e se afastar. Acesse qual a sua necessidade e como você se sente por não estar tendo essa necessidade atendida e comunique-se a partir daí! A comunicação vulnerável abre portas para a conexão. A comunicação reativa fecha portas e desconecta.

Relacionamento requer intencionalidade, esforço. Assim como você cuida da sua saúde física, do seu corpo, da sua pele, dos seus filhos, da sua carreira, cuide da sua relação dedicando energia e atenção para ela. Uma conexão segura é fruto de cuidado, esforço e conversas nem sempre fáceis; e é o maior investimento que você pode fazer por você, seu/sua parceiro e sua família!

Dica de livro:

– Abraça-me apertado – Sue Johnson

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